Em O Culto das Marcas, Atkin defende, com argumentos e exemplos práticos de solidez inquestionável, que as pessoas ficam viciadas em «marcas de culto» como e jetBlue, a Apple, o eBay ou a Mary Kay pelas mesmas razões que as levam a aderir a cultos de verdade, como o Hare Krishna. Podemos assim compreender a adesão sem limites dos seus clientes, tal como os mórmons e outros cultos fizeram com os seus fiéis.As estratégias aqui envolvidas não são anti-éticas. Aquelas empresas apenas conseguiram alcançar o modo eficaz de divulgar uma mensagem crucial: as pessoas que aderissem às suas marcas tornar-se-iam membros privilegiados de uma elite muito especial. Ou seja, maior envolvimento=mais lucros.
A sustentar estas teses, O Culto das Marcas inclui uma extensa lista de entrevistas a actuais e antigos membros de cultos, a clientes apaixonados da Häagen Daze ou dos computadores Apple, e a alguns dos mais criativos marketeers da actualidade.
Trata-se do primeiro livro em que o autor tem a coragem de estabelecer uma relação entre religião e consumo, entre crenças e impulsos de compra.

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